Por Brendon Burjack

Acordar mais cedo; toma café na casa de seu João no bairro afastado da cidade; visitar os moradores do bairro sem saneamento e fazer promessas sobre saúde pública. Com o Candidato vários assessores que apostam na campanha e trabalham de ‘graça’, na confiança de ganhar um cargo e poder receber salário sem trabalhar tanto. O candidato é rodeado por pessoas que pouco conhece e obrigado de minuto a minuto pegar na mão e abraçar Seus Zé e Donas Maria, porque é preciso ser do povo para ganhar a eleição. Já o Elegido, sem muita preocupação, apesar de não estar de férias, teve que viajar para capital. Fica na cidade apenas por protocolo. Vez ou outra é necessário ir trabalhar para marcar ponto e não deixar claro sua ausência. Seu assessor o informa a gravata certa, a posição para falar em plenário e como agir em ‘serviço’. O Elegido já nadou toda a praia.

Enquanto o candidato é amigo do povo, tem hora para estar sempre presente, o Elegido está escondido atrás de uma licitação ou de uma aprovação de lei que o beneficiará a curto prazo. Na invenção de correr atrás de mais um projeto que beneficie sua cidade, programa mais uma viagem e é necessário levar a família e alguns amigos para ‘convencer’ o empresário. Já o Candidato apesar de ser obrigado a mostrar ser de família e temente a qualquer deus, é preciso mostrar ser forte e confiante em qualquer situação. O Candidato tem um número. O Elegido um segurança. O Candidato tem um slogan. O Elegido uma secretária programada para só dizer ‘ele não se encontra’.

Nessas idas e vindas de Candidato a Elegido, o povo serve como um gráfico fácil de ser estudado e motivo de persuasão. O povo vota acreditando ter um grande poder, sem saber, ora alguma, que o grande poder e de quem os recebe. O eleitor, até mesmo o mais sofisticado, quando vota, mostra sua fragilidade. Mostra que fez parte de um gráfico estudado por aquele Elegido que o convenceu de alguma forma que Ele era a solução. O Candidato, nas palavras genuínas de minha avó e os bons que a precederam, ‘são lobos, bem agasalhados na pele de cordeiro.’

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