Depois de registrar recuo em agosto, a produção industrial do Pará voltou a dar sinais de recuperação em setembro deste ano, quando a indústria paraense avançou 13,2% na comparação com igual mês do ano anterior, com quatro dos sete setores investigados assinalando aumento na produção. O principal impacto positivo veio da atividade de indústrias extrativas (15,5%), impulsionada, especialmente, pela maior extração de minério de ferro em bruto ou beneficiado. De acordo com a Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada esta semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a indústria paraense assinalou variação positiva de 2% na passagem de agosto para setembro, após também avançar em julho (2,7%) e se retrair em agosto (-0,6%).

Na comparação com o mesmo período do ano passado, o crescimento de 13,2% da indústria do Estado em setembro, em comparação com o mesmo mês de 2016, foi a 25ª taxa positiva consecutiva neste tipo de comparação e a maior variação dentre todas as regiões pesquisadas no período, seguida pelo Rio de Janeiro (11,3%). Em todo o País, o crescimento em setembro de 2017 foi de apenas 2,6% em relação a setembro de 2016.

Em oposição ao minério de ferro, as principais influências negativas em setembro vieram dos ramos de metalurgia (-3,7%) e de produtos de minerais não-metálicos (-11,7%), pressionados, em grande medida, pela menor fabricação de óxido de alumínio; e de cimentos “Portland”, respectivamente.

TRIMESTRE

Na análise trimestral, o terceiro trimestre do ano (12,1%) mostrou expansão mais intensa do que as observadas no primeiro trimestre (7,8%) e segundo trimestre (9,2%) de 2017, em todas as comparações contra iguais períodos do ano anterior. Com mais este resultado da indústria paraense, o índice de média móvel trimestral mostrou crescimento de 1,4% no trimestre encerrado em setembro, frente ao patamar do mês anterior, mantendo a trajetória ascendente iniciada em abril último.

O índice acumulado de janeiro a setembro de 2017 assinalou crescimento da indústria do Pará de 9,8% em relação a setembro de 2016. A taxa anualizada, indicador acumulado nos últimos doze meses, ao passar de 8,4% em agosto para 9,2% em setembro de 2017, apontou ganho de dinamismo entre os dois períodos. Nas duas análises, os resultados do Pará também despontam como os melhores do País, que registrou as variações respectivas de 1,6% e 0,4%.

Nos nove primeiros meses de 2017, a indústria do Estado registrou expansão de 9,8%, com apenas dois dos sete setores pesquisados mostrando aumento na produção. A principal contribuição positiva sobre o total da indústria foi observada na atividade de indústrias extrativas (12,9%), impulsionada, principalmente, pela maior extração de minérios de ferro em bruto ou beneficiados. Em contrapartida, as influências negativas mais relevantes vieram dos setores de produtos de minerais não-metálicos (-22,4%) e de produtos alimentícios (-3,8%), pressionados, principalmente, pela menor produção de cimentos “Portland”; e de carnes de bovinos frescas, refrigeradas ou congeladas e óleo de dendê, respectivamente.

BRASIL

Em todo o País, o ritmo da produção industrial teve ligeira alta de 0,2% entre agosto e setembro de 2017, com seis dos 14 locais pesquisados com variações positivas. O avanço mais acentuado foi o do Rio de Janeiro (8,7%), seguido por Goiás (2,1%), Pará, São Paulo (1,3%), Paraná (0,2%) e Santa Catarina (0,2%).

Na outra ponta, Espírito Santo (-3,0%), Pernambuco (-2,5%) e Região Nordeste (-2,0%) tiveram os piores resultados negativos naquele mês. As demais taxas negativas foram registradas por Ceará (-1,1%), Amazonas (-1,1%), Bahia (-1,1%), Rio Grande do Sul (-1,0%) e Minas Gerais (-0,4%).

Por: O Liberal

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Depois de registrar recuo em agosto, a produção industrial do Pará voltou a dar sinais de recuperação em setembro deste ano, quando a indústria paraense avançou 13,2% na comparação com igual mês do ano anterior, com quatro dos sete setores investigados assinalando aumento na produção. O principal impacto positivo...
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